Um dia cinzento, por assim dizer.

Houve um tempo em que era fácil. Bastava um único segundo de desapego e pronto, as coisas brotavam em algum canto da mente, normalmente aquele mais negligênciado, chamando atenção de uma forma impossível de ignorar. Era fácil, pegar coisas aleatórias e transformar em algo concreto sem fazer concessões.

Houve um tempo em que era fácil lidar com a pressão, não haviam os prazos, as diretrizes, o excesso de informações e até o perfeccionismo ariano era mais ameno. Mas hoje, tudo se resume a quando, quanto, pra quem. Seguindo o único caminho que não se tornou insuportável dentro do seu próprio absurdo: como é que eu vou me foder menos no final?

Houve um tempo em que não parecia que minha cabeça ia explodir a qualquer instante, tempo em que eu podia simplesmente colocar as emoções pra fora entre gritos e borrões de tinta. Agora eu guardo as emoções até elas inflamarem, e vou soltando aos poucos pra dramatizar meus argumentos.

Começa aqui a minha última tentativa, exatamente igual a primeira.

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Finalmente aquelas estórias contadas diariamente serão publicadas em algum lugar. Estaremos aqui ansiosos por ler e reler todos seus textos filosóficos e contos bacanas. Aliás… você poderia começar com aquele que eu acho ducaralho. O do motel!

abraço e vamo escrever até sair fumaça!

Easyrider added these words on Apr 22 09 at 11:40 am