Um dia cinzento, por assim dizer.
Houve um tempo em que era fácil. Bastava um único segundo de desapego e pronto, as coisas brotavam em algum canto da mente, normalmente aquele mais negligênciado, chamando atenção de uma forma impossível de ignorar. Era fácil, pegar coisas aleatórias e transformar em algo concreto sem fazer concessões.
Houve um tempo em que era fácil lidar com a pressão, não haviam os prazos, as diretrizes, o excesso de informações e até o perfeccionismo ariano era mais ameno. Mas hoje, tudo se resume a quando, quanto, pra quem. Seguindo o único caminho que não se tornou insuportável dentro do seu próprio absurdo: como é que eu vou me foder menos no final?
Houve um tempo em que não parecia que minha cabeça ia explodir a qualquer instante, tempo em que eu podia simplesmente colocar as emoções pra fora entre gritos e borrões de tinta. Agora eu guardo as emoções até elas inflamarem, e vou soltando aos poucos pra dramatizar meus argumentos.
Começa aqui a minha última tentativa, exatamente igual a primeira.